Análise Fate/Apocrypha – #22

Fate/Apocrypha Episódio 22

Noções Gerais

Um episódio bem mais focado nas batalhas e visando dar as devidas conclusões aos personagens, com um foco intenso em tratar as batalhas e conflitos de maneira épica! Com uma direção bem excêntrica, assim como no tratar dos personagens e nas suas respectivas batalhas. Além de uma liberdade artística visível em cada uma das cenas, com batalhas bem segmentadas no âmbito da “frenesi” e do “êxtase”. A animação foi de longe o aspecto mais positivo, a fluidez da animação foi realmente insana, com uma taxa de quadros elevada e uma vivacidade no ambiente louvável! Apesar disso, ela foi bem inconsistente e não apenas nos quadros de transição, como já era esperado, mas também em quadros chave com design deturpado e falta de polimento no geral.

Avaliação:  Bom !

Review

Lutas, lutas e mais lutas! E assim resumimos o melhor episódio no quesito ação do anime!

Começando com a batalha da Jeanne contra a Atalanta, após a transformação da Atalanta devido ao fantasmas nobre, conhecido como Agrius Metamorphosis. Para quem estiver interessado, aqui tem um “diálogo expositivo” dissertando sobre a história que envolve essa habilidade! Voltando a batalha, vemos um embate de falas bem limitadas de uma personagem unidimensional e outra personagem mal explorada, então vamos pular essa parte e falar da ação. Nesse âmbito a obra se mostrou bem, apesar dos memes quanto a animação inconsistente apresentada, nem de longe essa animação é ruim, muito pelo contrário! Se fizermos uma comparação com os episódios anteriores vamos notar uma diferença absurda com relação a fluídez, movimentos faciais e corporais, ambiente mais afetado, frenesi e intensidade constante,etc.

Além de a obra funcionar muito melhor com uma animação neste estilo e isso se deve a forma como trabalha a execução da lutas. Focando muito mais em explosões de poderes, efeitos visuais intensos e afins, diferente de obras como fate/zero que focam em diálogos, lutas embasadas em uma coreografia mais realista e bem estudada.

Atalanta do “lado negro da força”

Quanto aos pontos negativos desse estilo de animação, vou deixar para evidencia-los na luta do Karna contra o Sieg. Voltando para o pedido do Karna, foi realmente interessante ver um pedido como esse vindo dele, um personagem que foi construído como um “minion” poderoso e um recurso de roteiro para batalhas ter uma singularidade como aquela.

Extra: Só para reforçar, esse foi um bom diálogo, por incrível que pareça!

Uma observação interessante, quando eu assisti o episódio pela primeira vez, eu achei que ambos Karna e Sieg haviam mudado de ambiente para lutarem, no entanto eu estava errado. O que aconteceu é que simplesmente tiraram o plano de fundo e colocaram um “tenda” azul, o que me fez muito o senso de ambientação e localização. Além de, explicitar que aquilo realmente não era um episódio concluído, mas que infelizmente foi para o ar de maneira prematura. Inconsistência eu aceito, mas simplesmente apagarem o background em uma batalha tão intensa e com tanta fluidez é atormentador e muito tortuoso!

Sieg e Karna em luta sem background

Vale notar que pela primeira vez a sonoplastia “funcionou”, apesar da intensa reclamação sobre a mesma, esse contexto de frenesi compactua bem com aqueles efeito sonoros espalhafatosos. Principalmente, pela maneira insana em que inseriram as habilidades no meio das lutas, todo essa caos visual funcionou bem.

Voltando a luta da Jeanne com a Atalanta, ficou bem claro o quão positivo é o efeito de ser ter um plano de fundo tão interativo quanto o dessa batalha, tudo se mexe e causa um caos visual intenso. Tendo uma intensidade tão grande que pode-se dizer que a presença de quadros estáticos é quase nula, até um momentos que possibilitam esse uso, é utilizado alguns recursos faciais para quebrar essa premissa. Resumindo, absolutamente sensacional, principalmente essa sequência de ação apresentada na luta.

Diálogos da Jeanne com relação ao Amakusa são tão insignificantes, torturante e enjoativo, quanto os diálogos expositivos de secundários nessa “joça”, a resposta da Semíramis foi tão direta e madura que faz essa sensação de mediocridade da Jeanne passar rápido.

Extra:Expressões faciais intensas, com contexto e sem quadro estático? Eu estou Sonhando?
Jeanne e Semíramis

Quanto a luta do Karna contra o Siegfried é basicamente, “dane-se o roteiro e o power level dos personagens, apenas sente e assista”! Aqui é tudo “poderzinho”, força de vontade expressada na “face” do personagem(só lá mesmo em muitos casos) e uns recursos de roteiro porque sim. Já a execução foi muito boa, como já citado anteriormente esse estilo de animação casou bem, a principal diferença com relação as outras lutas foram alguns elementos visuais. Isso se deve pela maneira como usaram o aspecto das explosões que o Karna causava, tendo uma certa liberdade artística para conceber muitos do visual de certas habilidades, destaque é claro para o fantasma nobre do Karna.

Explosões, explosões e mais um pouco de explosões!
Extra: ESSE ASTOLFO DOS INFERNO NÃO MORRE DE JEITO NENHUM, RECURSO DE ROTEIRO CHATO DO CARAMBA!
Extra²: O Karna deu uma bela melhorada no âmbito dos diálogos, pena que foi meio tarde pra isso.

E por fim o amadurecimento do Aquiles, claramente a Atalanta foi um personagem bem unidimensional e pouco explorada. Por outro lado, isso permitiu que um conflito fosse criado e que fosse utilizado como lacuna para o amadurecimento do Aquiles, que acabou criando um identidade singular na obra. Apesar de não ser um suprassumo de construção de personagem, ainda se mostrou bem, se levarmos em conta o teor da narrativa.

Aquiles e Atalanta em seus últimos momentos
Extra: Esse diálogo final foi bem interessante, teve uma boa carga dramática e corroborou bem com a ending do episódio. E ainda acertaram no tom da OST, nem parece a mesma equipe de produção!
Extra²: Atalanta não é uma personagem ruim, apenas limitada, só isso.