Análise Semanal Fate/Apocrypha #10

Fate/Apocrypha Episódio 10

 

Noções Gerais

Um episódio de Fate/Apocrypha mais intenso e cheio de batalhas, com uma qualidade visual boa, apesar de ainda limitada. Uma direção mais criativa, mas que ainda se prende a muitos clichês e evita “pensar fora da caixa”, deixando essa responsabilidade para os elementos que são adaptados da novel. Com um roteiro bem “ok”, algumas cenas com diálogos bem escritos e que agregam identidade. Mas, no geral, ainda se mantém dentro da premissa de frases de efeito e expressividade facial intensa, aonde apenas algumas falas acompanham esse teor mais denso.

Review

Sempre dizem que Saber é a melhor classe para se invocar, mas para quem só viu o Fate/Ubw vai achar que isso é bobagem. Já no Fate/Apocrypha, o porquê disso é muito bem ilustrado, a facilidade com que a Mordred lida com seus adversários é incrível. Ressaltando que a Frank e o Astolfo não são fracos, ela que é forte demais mesmo. Os Status são bem elevados, com 2 fantasmas nobres, tanto o elmo, quanto a espada. Além das demais Habilidades que ela possui, tais como o Mana Burst(vulgo dash) e Instinct.

Ficha com Status e Habilidade de Mordred

 

Achei curioso a direção não criar expectativa no momento em que o Sieg ataca a Mordred. Essa ideia de não criar peso na cena, sem OST de “heroizinho”, sem efeitos visuais, deixando que o contexto criado passe a ideia de que, “as ações dele eram insignificantes perante ela”. Dando pra subentender que o diretor pegou o contexto da cena com base na perspectiva da Mordred ou do ambiente, ao invés do costumeiro ponto de vista do “herói motivado”. O ponto aqui é que, foi muito maduro da parte dele, não criar expectativa aonde não existe.

Sieg atacando Mordred

Um bom trabalho de direção quanto ao visual do fantasma nobre da Frank, apesar dessa sonoplastia, que ainda vai me deixar traumatizado. No geral, a cena foi bem norteada, sensação de perigo, intensidade e expressividade, com clichês bem utilizados e bom impacto visual. Quanto a reação do mestre eu sinceramente esperava mais, como o mestre tinha uma ligação forte com o servo e a Frank estava sobre efeito do Mad Enhancement. Esperava a utilização de algum artificio, como fazer o mestre ver ou sofrer algo com relação ao servo. Ainda mais depois da cena no episódio anterior, mas acabaram fazendo um flashback das partes “fofinhas” dela. Não que tenha fica ruim ou mediano, só foi meio decepcionante visto o potencial da cena.

Fantasma nobre da Frank

 

Observação¹: Aquelas linhas azuis são circuitos mágicos, quem já viu o Ubw já tem noção do o que é. No caso, o Caules forçou seus circuitos a produzirem mana para aumentar o efeito do selo de comando. Como explicado por Archer no Ubw, quanto mais “forte” o mestre for, mais efetivo o pedido se torna. Também existe o aspecto de que pedidos muito amplos perdem força, mas esse não foi o caso.
Observação²: Reparem no raio que acertou o Sieg, pelo foco da direção fica claro que essa energia que o atingiu foi o “gatilho” para a Possessão.
Homúnculo é acertado pela energia criada pelo Fantasma Nobre
Off-Topic: Obrigado por lembrar que o Caules havia restringido ela no começo do animê quanto ao seu fantasma nobre. Felizmente o roteiro não esqueceu disso.

Gostei bastante de como foi ilustrado o aspecto da possessão pelo Siegfried, a direção acertou consideravelmente na construção de cena. O teor dos diálogos foram bons e principalmente, o jogo visual com relação ao sangue é digno de nota. Vou dar mais créditos ao autor da novel do que para o diretor, já que muitas das cenas desse tipo seguem a linha da novel. Principalmente no quesito diálogos e concepção de ambiente. A cena do homúnculo no episódio 1 exemplifica muito bem o meu ponto.

SiegFried e Sieg

Na review do Episódio 4 e 5, eu meio que introduzi o que era uma possessão e Shirou Kotomine ressaltou esse ponto. Mas como eu havia comentado, esse processo era algo até certo ponto limitado a Rulers, como que isso aconteceu com o Sieg então? Aparentemente, o coração do Siegfried no corpo dele, agiu como um catalisador para possessão após a descarga de energia que ele sofreu. Possibilitando a possessão sem precisar do Graal, como no caso da Ruler.

Observação: Até mesmo em “diálogos expositivos”(esse não foi tanto, já que o Shakespeare não sabia o que era possessão), o Shirou consegue apresentar mais camadas, a raiva que ele apresentou foi um aspecto bem singular. E a forma espontânea em que isso foi exposto, é no minimo curiosa.
Semíramis conversando com Shirou

Finalmente voltamos ao começo do episódio 1 e agora teremos Mordred x Siegfried. Para os fãs de lutas o animê parece que chegou no ponto certo, só espero que animação não decaia mais. Se continuar no nível mediano/bom que está, ficará mais fácil de aproveitar as lutas. Porque sejamos sinceros, até que o diretor consegue dirigir bem as lutas. E sim, vou continuar pegando no pé do Asai!

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