Análise Semanal Fate/Apocrypha #11

Fate/Apocrypha Episódio 11

 

Noções Gerais

Um episódio bem movimentado, com poucos diálogos realmente relevantes e os que eram foram direto ao ponto. Com o bônus de monólogos expositivos, que acabaram de destruir qualquer respeito que eu tenho por esse storyboard. Pelo menos a animação foi bem constante, com quedas pouco visíveis, constante fluidez e bom polimento de quadros. E com uma sonoplastia ruim de doer e dar trauma. Coitado do compositor sonoro, o diretor de som está acabando com o potencial dele.

Review

Vamos colocar um mob gigantesco e apelão para vender uns bonecos da Jeanne? Sim ou Claro? Brincadeiras a parte, lembra muito o fantasma nobre do Gilles em fate/zero. Além disso, esse começo demonstrou que eles estão como animação mais descente, o efeito visual do choque de fantasma nobres de Sieg e Mordred passa essa segurança. No entanto, ficou na cara que quiseram economizar com o “take” que pegaram, e como a cena foi construída. Que é algo que me deixou bem agoniado, fizeram a maior hype encima da luta, pra no final acabar com explosão em 3º pessoa e só mostrando os dois acabados depois do fato consumado? É sério isso?

Jeanne contra Spartacus monstro

Eu realmente estou preocupado, me parece que transformaram o fantasma nobre do Vlad em um Transformers! Para quem não percebeu, ouça novamente o efeito sonoro das “agulhas negras” do empalador, é horrível! Sendo basicamente o padrão da sonoplastia no quesito efeitos sonoros, é traumatizante, tenho muita dó do compositor sonoro. E só para completar, tem algumas transições de “efeito Transformers” pra trilha sonora que é amadora, manja horrível? Então é pior do que isso! Quanto a luta, ela é bem animada, tem a coreografia e poderes espalhafatosos, mas isso é característico da obra e não chega a ser um ponto negativo. O que me surpreendeu positivamente foram os quadros de transição da explosão do Karna. Ficou sensacional a forma que ligam o quadro branco e preto, meio que abstratos, com o fogo em animação convencional.

Efeito abstrato da explosão do Karna

Antes de falar da Jeanne x Spartacus x Mordred, vale notar o monologo do Shakespeare. Apesar do diálogo expositivo, a forma como foi ilustrado, com uma transição que fez uso do abrir das cortinas do teatro, foi muito boa. Quanto a batalha subsequente, eu suponho que o Spartacus correu atrás da Mordred por ela ter alguma semelhança com a Nero. E sim, em fate Nero é uma “Saber Face”. E só uma ponderação, que bosta de personagem é o Spartacus em, o mais relevante que ele fez é ser pauta de diálogos expositivos por outros servos. É um aproveitamento medíocre pra um personagem que só serviu de altar para exposição de outros.

E pensar que o Astolfo ia mandar outro discurso no jutsu na Jeanne, como esse roteiro adora colocar ele como herói. Em uma situação normal e coerente nem precisaria daquilo, ainda mais quando uma santa jurou algo, foi um fanservice mal embasado. Já o Fantasma nobre da Jeanne, deve ter sido um êxtase para jogadores de Fate/go que já jogaram com ela. A frase dita e até mesmo os movimentos foram idênticos, obrigado A-1! Para quem boiou, o fantasma nobre dela funciona assim.  Ao plantá-lo no chão, agarrando-o firmemente e ativando-o como um fantasma nobre, ela converte sua resistência mágica de classificação EX, em proteção contra todos os danos, tanto físicos como espirituais. A proteção é iniciada pela bênção de um anjo, e está centrada em torno da bandeira.

Efeito da guerra de fantasmas nobres de Jeanne e Spartacus
Observação: Vocês repararam na forma que foi formada após o ataque do berserker. Se repararem bem, vão perceber que lembra muito a divisão do mar vermelho do mito de moisés.

Como atacar uma fortaleza inimiga? Acho que destroçá-la e levar embora o que você deseja é a maneira mais efetiva, ainda mais com uma fortaleza voadora. Pelo menos isso ficou bem animado! Felizmente, praticamente tudo que é relacionado a Semíramis é bem feito, a staff me ajuda a ser “puxa saco” dela com argumentos.

Estava demorando, mas chegou a hora de falar do louvável monologo expositivo do Darnic. Sério, porque diabos toda vez que ele aparece em cena é pra fazer monólogos requintados de falas que todo mundo já sabe? Ou que não acrescentam em quase nada? Para não dizer que estou sendo parcial demais, tem uma ou duas falas relevantes, mas só isso. Pelo menos a montagem da cena é boa, mas não agrega muito devido as falas irrelevantes em primeiro plano.

Monologo expositivo do Darnic

Após isso temos outra sequência de batalhas intensas, agora dentro da fortaleza da Semíramis. Vale notar que tudo isso é para demonstrar duas coisas, pelo menos por enquanto. Primeiro, o quanto o Vlad é fraco fora dos seus domínios(tem diálogo expositivo até disso, é ridículo). E segundo, o quão útil são os golens do Caster. Sendo o primeiro ponto algo esfregado na sua cara, eu realmente não aguento mais diálogos expositivos!

Off-Topic: Foi citado no anime que “os golems eram uma tentativa de reproduzir o mistério secreto de como Deus criou o Adão humano”, ou algo do gênero. Pois então, para onde foi essa profundidade? Nem vou citar o mestre dele, é totalmente desnecessário.

E pra finalizar vamos para a parte mais interessante, que é o flashback do Vlad. A ideia de dar mais profundidade aos espíritos heroicos geralmente vem do contexto de sua lenda. Porém, aqui é explorado a ideia de que a sua lenda foi desvirtuada por falácias, que por conceito é uma premissa muito boa. Apesar de não ser nada excepcional no que tange storyboard, já que a cena é bem comum e as falas são apenas boas, a concepção de destaca e salva muito da ideia da cena.

Diálogo do Vlad com o Darnic
Observação: Ele flutua enquanto faz monologo expositivo? É sério? Me sinto envergonhado por ter “hypado” isso…
O Darnic voando

 

Compartilhar