Análise Semanal Fate/Apocrypha #12

Fate/Apocrypha Episódio 12

Noções Gerais

Um episódio bem movimentado e intenso, com alguns pseudos bullshits visuais(vlad), mas que no âmbito conceitual são coerentes. Com o bônus de Darnic sendo Darnic e a destruição de um personagem interessante. Uma animação “consistente”, com quedas bruscas em quadros chave e uma palheta de cores interessante. Além de uma sonoplastia bem mais pé no chão, realçando a boa trilha sonora.

Review

Começamos com o flashback do Shirou, que foi uma sequencia visual muito boa e serviu bem ao seu papel inicial. Além de ser inteligente o suficiente para não precisar se utilizar de diálogos nas cenas, que combinou muito com a palheta de cores de pouca vivacidade. É interessante notar que esses eventos antecedem a quarta guerra do santo graal, ou seja, essa seria a terceira guerra. E diferente da terceira guerra retratada em Fate/stay night, aqui os Einzbern invocam Shirou como ruler. Por isso que ele estava servindo aquele homúnculo dos Einzbern. E não, ela não é a Irisviel!

Mestra dos Einzbern e seu servo
Observação: Nessa guerra também participou o zouken e os tohsaka, apesar de não ser mostrado. O mediador da guerra, estava auxiliando os Tohsaka, assim como em Fate/zero, o mesmo Risei teve esse papel. Isso fica mais palpável se lembrarmos que o Grande Graal estava guardado na propriedade dos Tohsaka.
Off-Topic: O Risei era como um pai para o Shirou. No entanto, apesar das mudanças na linha cronológica original, o Kirei ainda existe aqui, sendo um pseudo irmão do Shirou. E sim, pelo Shirou não ser de sangue é meio que invalido, porém o próprio Risei o registrou como filho.

Vlad é tão burro ao ponto de precisar de diálogo expositivo do lancer? Ele não era um estrategista e imbatível em batalha? As vezes eu realmente fico estupefato com o roteiro desse negócio, como um servo do porte do Vlad não percebeu isso de cara. E ainda por cima, fizeram ele de ignorante que precisa ser auxiliado pelo inimigo. Tudo isso para criar um “contexto” em que o Darnic possa fazer merda!

Vlad “empalando” Darnic

Darnic foi absorvido pelo vlad? Em conceito é descente, em apresentação horrível, isso já soa como bullshit e da forma como foi construído só aumenta esse aspecto. Primeiro ponto, porque não foi bullshit? Primeiramente, a ideia de ele estar insano é algo real, já que o fantasma nobre dele o transforma em um Dead Apostle. E mesmo que tenha sido de forma artificial a reação é a mesma, vide o flashback do Kiritsugu em Fate/zero ou alguns vampiros de Tsukihime e Melty Blood. Além de que a ideia de usar um selo de comando para manter a “sanidade” do Vlad em algum âmbito é valida, apesar da ideia de absolver a alma ser bem mal embasada.

OBS: O DARNIC É UM PERSONAGEM HORROROSO, QUE PERSONAGEM UNIDIMENSIONAL, DE ATITUDE ESTEREOTIPADA E FALA GENÉRICA DO CARAMBA. QUEM ESCREVEU ESSE CARA MERECE SER PRESO POR “ATENTADO AO PUDOR” DO ESPECTADOR.
Lixo, digo… Darnic
Off-topic:Tem outro mas esse vai ser citado posteriormente.

Heróis da black faction se juntam com os da Red para ir contra o vlad/darnic, muito bom. Isso evidência dois aspectos bem interessante. O primeiro é o impacto da Ruler, fazendo com que ela consiga mudar o panorama da batalha imediatamente. O segundo é a relação de causa e consequência que o “mundo” vê nessas batalhas. Sendo algo bem exemplificado no 5º filme de Kara no Kyoukai e que aqui se faz presente nas entrelinhas para embasar os fatos. Além de os vampiros se proliferarem em homúnculos, ótima sacada de roteiro e que corrobora muito com o ponto anterior(Kiritsugu Flashback intensifies). E ISSO SÓ MOSTRA COMO O DARNIC É BURRO , MAS NÃO É PIOR QUE QUEM ESCREVEU ESSE PERSONAGEM.

homúnculos virando vampiros

Lembraram dos mestres secundários, pena que os diálogos foram bem superficiais, o que é meio que esperado de personagens tão fracos. Apesar de ter uma ou outra ponderação relevante, ainda não é nada demais. Infelizmente, sacrificaram esses personagens secundários para acelerar a narrativa e acabaram deixando eles perfeitamente unidimensionais. No pior sentido da palavra!

Obs:reparem que até então o gato que brigou com a mordred teve o mesmo tempo de tela que o mestre do caster dos blacks

Quanto a batalha do Vlad contra os servos. A trilha sonora estava bem, assim como a coreografia e direção , mas é claro, só se você aceitar os bullshits que foram aplicados pra isso. Destruirão o vlad pra fazer uma boss battle dessas, tanta coisa melhor pra fazer e vão destruir um personagem interessante dessa forma. E PORQUE DIABOS A SONOPLASTIA É IGUAL PRA TODOS OS ATAQUES? UMA EXPLOSÃO DE CHAMAS É SEMELHANTE A UM IMPACTO ENTRE ESPADAS? DESTRUÍRAM O CONCEITO DE “MANA BURST”, DERAM ISSO PRA TODO MUNDO E AINDA PADRONIZAM O SOM DO IMPACTO DESSA MESMA HABILIDADE? MAS QUE PORCARIA, UMA PERFEITA MERDA GENERALIZADA!

Jeanne full pistola

Por isso eu digo que as melhoras cenas são com o shirou, uma direção bem calculada e orientada, não precisa de diálogos expositivo e nem de clichê no tratar da cena. Além da sua musica tema ser perfeita. Após isso tem um baita de um monologo expositivo do Shirou, porém é mais descente que os do Darnic, apesar de na minha visão ser amplamente desnecessário. Se reduzissem para apenas algumas falas, como a parte do batismo e as falas do ritual ficaria muito mais coerente.

Obs:Se fosse uma cena do Darnic, teria monologo expositivo, expressividade facial e corporal em excesso pra representar a sua superioridade e esteriótipo, além da possível direção genérica esfregando tudo isso na sua cara.
Shirou executando os demais mestres do Vermelho

E por fim parece que o Shirou vai salvar a nossa Jeanne da “são silvestre” e finalmente vai conseguir dar mais relevância a ela. E eu agradeço veementemente por não terem feito uma cena contando tudo quanto a guerra e o Shirou, deixa os espectadores montarem o quebra cabeça e pensarem pelo menos uma vez no anime inteiro!

Obs: o simbolismo ao redor da cena é incrível, o ambiente e a escolha de falas também corroboram bastante com essa premissa. Principalmente no que tange o conceito de santo e juiz, o ambiente bem afetuoso e intimo, trata com o devido respeito a posição de ambos os personagens. Sem aquele esteriótipo de vilãozinho genérico ou mártir que quer salvar o mundo pelo mal caminho, tudo é mais denso e tem mais camadas do que apenas isso. O único ponto negativo é que as falas da Jeanne pareceram ser um interrogatório e não um diálogo propriamente dito, ficou bem na cara o objetivo da cena e quebrou um pouco o lado da Jeanne na cena, já que as falas são tão genéricas que não trazem qualquer senso de individualidade por parte do personagem.
Cruz em meio ao “templo”
Off:topic: PARA DE DAR CLOSE NA CARA DA JEANNE PRA MOSTRAR A REAÇÃO DELA, ISSO É MUITO AMADORISMO. AINDA MAIS QUANDO NÃO TEM NADA DEMAIS, PORQUE DIABOS ALGUÉM SE SURPREENDERIA COM UMA INFORMAÇÃO QUE JÁ SABE? SE QUER VENDER BONECO TRABALHE O PERSONAGEM DECENTEMENTE CARAMBA!
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