Análise Semanal Fate/Apocrypha #13

Fate/Apocrypha Episódio 13

Noções Gerais

Um episódio cheio de reviravoltas, conflitos e personagens horríveis se sobressaindo negativamente em um dos planos. Enquanto havia um bom trabalho de diálogos e personagens no outro plano. Uma direção bem fraca, de pouco impacto e que não consegue agregar as cenas(exceto no âmbito de transformar o Astolfo em Waifu). Vide o discurso do Sieg, pegaram uma cena que no papel era linda e adaptaram como um monte de quadros estáticos. Um roteiro com conflitos bem superficiais e fracos, e de uma narrativa que depende muito de alguns personagens que se destacam e que meio que carregam os outros por osmose. Uma sonoplastia bem limitada e uma trilha sonora que vem se tornando repetitiva. Já que em toda luta, sempre tem a mesma OST tocando. E quanto a animação, incrivelmente ela se tornou o menor dos problemas, pelo menos atualmente, e não perguntem o porque.

Portanto,no geral foi um episódio bem mediano(para não falar ruim)! 

Review

Começamos com o tutorial de como usar personagens unidimensionais de péssima qualidade. Tudo que você precisa é colocar falas de efeito, uma pose e uma expressão facial escrota e tcharam! Você tem um personagem bosta que não serve pra nada! Acho que eu não preciso especificar o personagem, né?

Mestra do Rider sendo má bwahahahaha
Obs: Que opening formidavelmente meia-boca, eu nunca pensei que iria reclamar do aspecto visual de uma opening de algum fate. Mas esse até nisso consegue errar. Tirando algumas partes como o começo e o final, o resto é só porradaria sem contexto. Apesar desse fate ser muito ruim no aspecto personagens, é esperado um maior esmero na representação de cada um. E essa liberdade é dada na maioria das vezes,nas aberturas das respectivas obras.
E o que fazem aqui? Simples, todo mundo se batendo porque sim, não tem uma relação com o background e com a música. Quer um exemplo? Compare com a segunda op do UBW . Você vai ver uma tremenda diferença na ambientação de plano de fundo e a relação do tom da melodia para com o visual. Além de que cada pequena cena que compõem a abertura se completa muito bem com as demais, com um senso de unidade intrínseco, mesmo com a discrepâncias dos planos apresentado.
Lembraram que é uma santa, obrigado
Off-Topic: Dá pra reparar também que a op do UBW apresenta os personagens muito melhor, já que lá ela concilia uma gradatividade do “pacing” de forma mais singela. Ou seja, dá tempo e relevância para os personagens na própria opening. Já aqui a unica relevância que alguns tem é por serem fortes na porradaria e soltarem poderes especiais que brilham o suficiente para te cegar. Me irrita todo mundo ter uma “excalibur” a todo momento.

Enfim temos um bom diálogo vindo da Jeanne, diferente do final do episódio anterior esse é um tanto mais singular. Apesar de eu ainda sentir que parece existir uma certa barreira que a obra não quer atravessar e acabar deixando alguns elementos nas entrelinhas. Por outro lado, valorizo bastante a forma como é apresentado o Shirou, sem aquele ar de vilão, mas com leves ensejos de emotividade.

Outro bom acerto do roteirista foi a ideia de se revoltarem contra o Shirou. Mas o que quebra mesmo é todo mundo aceitar virar “amiguinho” sem qualquer demonstração de contrariedade. Por exemplo, quando eles chegaram até o Shirou, vieram todos juntos como um grupo só. Mas se pautarmos que isso é uma guerra, uma oportunidade dessas não poderia ser deixada de lado. Lembrando que os mestres deles ainda estão vivos, eles só perderam o líder. Ou seja, falta um senso de risco iminente como é visto em Fate/Zero. É tudo “certinho” demais para um Fate que não tem o contexto de um adolescente que crê em uma utopia e tem uma rotina de um estudante qualquer.

Shirou aprontando as suas

E então voltamos para a doente unidimensional “malvadona” , sádica e masoquista que adora se descabelar e fazer merda. E tudo porque sim! É em momentos assim que fica difícil levar a sério, no roteiro essa cena já seria uma porcaria, no storyboard poderia ser salva se o personagem tivesse uma maior profundidade. Mas quando todos os “astros” se alinham para fazer merda, não tem como! Para não falar que sou parcial demais, a aparição e fala da Mordred foram boas. Pelo menos nesse aspecto a direção foi bem temperada e direta.

Mordred salvando a cena
Obs: Vale notar que o selo de comando era um elemento muito célebre para os Yggmilenia. Mas que incrivelmente todo esse conceito de importância foi jogado no lixo para fazer uma cena sem qualquer base de narrativa, criando um conflito inexistente, porquê sim! E não, o argumento de “perdemos” a guerra é irrelevante, porque essa personagem é tão unidimensional que ela só consegue ser uma sadomasoquista. Nem diálogos que estimulam a sua perspectiva quanto a guerra são feitos.
Obs²: Essa cena só existe para trazer um conflito inexistente e colocar o Astolfo no spotlight da situação. Pelo menos deve ser útil para aumentar a venda de bonecos.
Obs³: Foi só por causa de vocês que eu não pulei essa cena, então se considerem os culpados do meu sofrimento Xd!

Voltando a tentativa de um “pacto”, as coisas se estabilizam e os lados são formados. Vale notar que isso claramente beneficiou alguns personagens, devido a relação que alguns já tinham. Como foi o caso do Aquiles com Quíron, podendo esperar que agora tenham um maior desenvolvimento e sendo um bom gatilho pra flashbacks.

Jeanne em pseudoflashback
Obs: As falas e pensamentos da Jeanne estão um tanto mais lineares e bem conceituados. Como eu pensei a forma como ela antagoniza com o Shirou trás os gatilhos necessários para o personagem e felizmente ela parou de ser apenas a corredora de São Silvestre.

Quanto a cena final do Sieg falando em nome dos homúnculos. Se considerarmos o universo(nasuverse), essa cena é muito impactante, já que a quebra de paradigmas é inerente a situação. E com uma base tão forte, era de se esperar que isso auxilia-se na criação de uma boa cena, o que não ocorreu. Além de servir na criação de um bom personagem. No entanto, essa afirmativa não é tão valida, já que o personagem é muito mais um conceito do que um individuo. E considerando que ele é até certo ponto o protagonista, fica difícil de criar empatia com um conceito, que age de forma estereotipada e genérica. Ou seja, colocar um personagem como esse nessa posição é um tiro no pé.

Sieg em discurso com direção morta

Então porque fizeram? Ele é um excelente gatilho pra super expositividade, contracena “bem” com o Astolfo(no quesito entretenimento geral e não técnico) e tem um bom contexto para se relacionar com outros personagens. Fazendo bem a interseção entre a Facção preta,Facção Vermelha, Ruler e a guerra no geral.

Obs: comento sobre o Caster no próximo episódio!

Obs²: E o nosso querido Roche conseguiu superar o tempo de tela do gato que batalhou com um incrível esmero contra a Mordred. Levantemos nossas mãos e vamos bater palmas para comemorar esse feito!

Quanto a ending, apesar de ela ser um conjunto de quadros estáticos, ela é muito superior a abertura, no quesito montagem. Ela é bem mais coesa e expressiva no âmbito de representatividade, com quadros simples, mas que conseguem descrever os personagens de uma forma muito superior se comparado a abertura. Além de respeitar muito melhor a relação audiovisual estabelecida. Apesar de isso ficar muito mais fácil quando se trabalha com quadros estáticos e trilha sonora ao fundo.

 

 

 

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