Análise Semanal Fate/Apocrypha #14

Fate/Apocrypha Episódio 14

Noções Gerais

Um episódio bem direcionado em fazer merda, que começa bem em alguns aspectos, principalmente no que tange o Caster. Porém, cai no marasmo de sempre, diálogos expositivos e sem identidade, com o bônus de incoerência narrativa, entre outros . Uma direção bem fraca, de pouco impacto e que não consegue agregar as cenas(exceto no âmbito de transformar o Jeanne em Waifu). Com uma sequência esmagadora de genocídio de personagens unidimensionais, irrelevantes e sem identidade. Um roteiro com conflitos bem superficiais e fracos, e do pouco que acerta, acaba fazendo algo que posteriormente transformam isso em um erro gigantesco. Conseguindo transformar toda boa premissa em um desenvolvimento e conclusão simplesmente horríveis!

Portanto,no geral foi um episódio ruim! 

Review

Um começo de episódio bem interessante. Como eu veio reclamando, muitos personagens estão sendo colocados em segundo plano e sem qualquer desenvolvimento. E esse é o caso do Avicebron, apesar de ser ter sido apenas uma cena em forma de flashback e sem um peso realmente significativo. Mas pelo jeito que “a coisa anda”, só de dar alguma profundidade já é motivo de valorização!

Cena contemplativa com monologo expositivo, o diretor não sabe fazer outra coisa?

Quanto a cena da Jeanne com o homúnculo, isso pode ser resumido em uma frase, “isso é tão animé”! A construção da cena com ele sendo posto contra a parede, as falas excessivamente genéricas e simplórias. A direção com os seus famosos closes/takes na Jeanne e suas reações faciais, a forma como ela puxa ele pelo braço,etc. Resumindo, esqueça a forma de tratar servos de Fate/zero e até certo ponto de Fate/SN. Aqui é tudo genérico e simples, transformando uma santa em uma waifu de falas genéricas e sem identidade própria.

A santa que age como waifu, porquê sim, e seu pastor em forma de homúnculo

Após esse prodígio de construção de cena e diálogos dignos de óscar, voltamos para os mestres da facção genéricos, digo… Black. E após uma sequência de diálogos irrelevantes para falar o que todo mundo já sabe, vemos Rouche sendo preparado para o “ritual”. Infelizmente, o Rouche é um personagem tão ruim no anime que nem empatia dá para criar com ele. No mais, agradeçam ao incrível roteirista que tirou toda a profundidade que ele tinha na LN(que já não era muita).

Obs: Dava para fazer um contraste bem interessante, já que o Rouche era fascinado por golens e pelo seu servo. Mas nem para contrastar a sua morte com isso o diretor prestou e ainda por cima deu foco na cena para o Avicebron! Parece que o diretor ainda não percebeu que matar Npc sem identidade não agrega em nada no âmbito narrativo. A não ser que seja pra fã service, como foi na morte da mestra da Rider.
Rosto expressivo de personagem genérico, unidimensional e irrelevante
Off-Topic: O conceito por trás do Avicebron é bem interessante, mas quando apresentado visualmente isso fica muito incongruente. A relação entre criar um novo Adão por meio de golens e um golem que parece o Obelisco, exige uma suspensão de descrença gigantesca. Não que a obra por si só não exija! Mas é que aqui eles cagam para Lore do servo e a deixam mais sem sentido ainda. Para mais informações sobre, veja aqui!

Eu não vou comentar esse diálogo do Astolfo com o Sieg, EU NÃO VOU COMENTAR ISSO!

Eu fico realmente estupefato com o quanto esse anime consegue errar na apresentação de conceitos interessantes. Primeiro é o golem salvador do mundo que mais parece o darkseid, não foi só o Astolfo que ficou se perguntando como aquilo vai salvar alguém. Posteriormente, temos o roteiro pegando o Avice e transformando ele em antagonista, genérico e estereotipado, porque sim! Você sabe que estão destruindo um personagem quando adicionam camadas a ele e do nada, esquecem disso para fazer farofada. “Eu vou salvar o mundo e se você for contra mim eu mato você, bwahahaha!”, que bela merda fizeram com esse personagem!

Caster com cara expressiva mesmo de mascara
Off-topic: Olha só, eu sou um personagem tão racional que eu tenho que ficar lembrando a mim mesmo a cada 2 minutos esse fato. E se você for emotivo eu lembro você também, não tem problema!

Após isso temos uma sequência de ação descente, com algumas pausas para diálogos irrelevantes e motivações esdruxulas. Em contraponto, pelo menos lembraram que servos que auxiliam o Ruler da guerra tendem a querer algo em troca. Apesar de não ser “o primor conceitual no que tange a apresentação visual”, ainda assim é um ponto que vale a pena ser destacado.

Obs: Rages Aleatórios! O que fizeram com a Jeanne como personagem, é de um amadorismo ferrado, SANTA NÃO É WAIFU! Sieg virou protagonista de motivação genérica e expositiva, jogaram fora todo o lado interessante que ele tinha. Tudo nessa porcaria de anime é envolto de lazers e ataques na velocidade do som, isso não é fate, é clube das winxs. A sonoplastia desse negocio é horrível, não só pela falta de Osts, mas pelos efeitos sonoros perturbadores e repetitivos!
Off-Topic: Se forçarem romance em cima de uma santa com um homúnculo, pode aposentar o roteirista e mandar ele para um manicômio! PORQUE ESSA PORCARIA NÃO FAZ SENTIDO!

Vale ressaltar que o pós-crédito é melhor parte de todo o episódio, pelo menos esse aspecto foi certeiro, porque de resto…

Shishigou e mestra dos Black

 

 

 

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