Análise Semanal Fate/Apocrypha #8 e #9

 

Fate/Apocrypha Episódio 8

 

Noções Gerais

Um episódio de Fate/Apocrypha com mais ação e mais intensidade,execuções de batalhas melhor coreografadas e bem auxiliadas pela animação, que se mostrou mais constante e eficaz, se comparada aos demais episódios. Utilizando-se da conhecida expositividade exagerada calcada em cliches do genero,. Progredindo a narrativa, mas não ao ponto do clímax da batalha, sendo um pseudo episódio de transição, ainda reunindo os personagens e felizmente dando motivações para alguns(sieg), para então chegarmos ao ponto esperado da primeira metade.

Review

Como já pautado, ver a introdução do Vlad Tepes por meio de um recurso clichê e expositivo é o cumulo, seria bem melhor ter feito o mesmo que fez com a mordred. Apesar de um flashback como aquele não trazer um contexto propriamente dito, o episódio já supriria esse deficit visualmente, é aquele premissa do “não me fale, me mostre”. E sério, o diretor do Fate/Apocrypha precisa urgentemente se afastar da “bengala” que é super expositividade e clichês como esses.

Vlad Tepes em seu flashback

Quanto ao Vlad, ele cai naquele contexto de super expositividade, mas como os servos tem características e contextos bem diferentes, e principalmente, eles são muito mais interessantes que os mestres do apocrypha. Eu consigo aceitar esses elementos excêntricos por assim dizer, em prol de uma presença mais intensa e impacto, digna do espirito heroico que foi. Ele deixa de ser um personagem limitado e até certo ponto genérico? Claro que não, mas é mais aceitável nele, do que se compararmos a outros personagens.

Observação: Drácula é diferente de Vlad Tepes. Drácula é personagem fictício, que é titulo do livro de Bram Stoker. Já Vlad Tepes é como foi descrito por Darnic. Além disso, existe todo um contexto que suscitou o tão conhecido nome “Drácula” e a base desse nome até mesmo explica o porque o Vlad do Fate/Extra ser tão religioso.

Vlad Tepes do Fate/Extra

 

Off-Topic: Não precisam se apegar tanto a esse Vlad, já que como já citado,futuramente teremos o do Fate Extra. Apesar de serem diferentes em muitos aspectos, acredito que a versão tem muito a ser explorada. Bem mais que o do apocrypha com esse roteiro meia boca.

Vale notar também algo dito por Darnic. Ele citou um dos três aspectos que medem o status base do servo, que são: Reconhecimento, Energia mágica provida pelo mestre e o país em que foi invocado. Muitos desses aspectos ficam em segundo plano em Fate/Stay Night por algumas limitações, aonde lá não era possível invocar servos orientais, por um aspecto filosófico com relação a concepção da guerra. Ou seja, a maximização de dois desses aspectos já “caem por terra”, já que a guerra só acontece no Japão e só se pode invocar servos ocidentais.

Off-topic: Quanto a energia mágica provida pelo mestre, para ilustrar o quanto isso afeta o servo, vamos fazer uma comparação da Saber do Emiya Shirou, com a Saber do Kiritsugu. Os status são os seguintes:

Shirou

Força:B, Constituição C, Agilidade C,  Magia B, Sorte B,  Fantasma Nobre C,  Resistência a Magia A e Cavalgar B

Kiritsugu

Força:B, Constituição A,  Agilidade A, Magia A, Sorte D, Fantasma Nobre A++, Resistência a Magia A e Cavalgar A

Que diferença nos status, não? Se só um aspecto pode mudar tanto assim, quem dirá se os 3 fossem aplicáveis, como no caso do Vlad Teles. E é isso que embasa as surras que a Saber tomou no UBW. Vejam o Status base do Vlad:

Status do Vlad do Apocrypha

 

E sim, finalmente ação para aqueles que estavam sedentos por pandaria. Mas dessa vez foi apresentada com a devida qualidade, apesar da forma como as lutas progredirem exigir uma certa suspensão de descrença para aqueles que acham que Fate/Zero caracteriza as lutas. Ainda assim, é interessante ver essa outra perspectiva, com batalhas mais intensas, explosão e frases de efeito.

Observação: Essa luta de 2 contra 1 ilustra bem o efeito do Status que eu citei anteriormente, mesmo o Lancer of Red sendo proporcionalmente mais forte que o Vlad. Ainda assim, ele tem dificuldades claras e mesmo sendo auxiliado. Ter esses 3 aspectos fomentando um mesmo servo é bem “apelão”, por assim dizer.

Off-topic: Coitado dos minions, vão servir só para fazer cenas “cool” e darem aquele ar de guerra no sentido mais puro da palavra.

Quanto a relação do Quíron e o Aquiles, é uma das possibilidades derivadas da concepção da guerra. Da mesma forma que ocorreu com Lancelot e Arthuria no Fate/zero, é possivel esse junção de um mesmo periodo historico em uma guerra. O interessante é a forma como os personagens reagem a essa situação, dependendo do contexto em que estão colocados.

Aquiles e Quíron

Observação: lembrando que para o Quíron ser invocado ele teve de abrir mão do seu aspecto de divindade, da mesma maneira que Brynhildr. Sendo essa outra limitação vinda do Graal de Fuyuki. Para esclarecimento de duvidas, cada graal tem as suas próprias limitações e diferenças com os demais. Como o do Apocrypha é o mesmo do de Fuyuki, permanecem as premissas do mesmo.

O diretor acerta as vezes, apesar da motivação do homúnculo ter sido algo que foi exaustivamente trabalhado pela dinâmica entre ele e a Jeanne. Em momentos como esse fica no ar aquela ideia de está faltando algo mais a esse personagem e a sensação de busca por algo fica mais intensa, que é o objetivo dele. Intercalando bem essa lacuna com um belo take de ambiente.

Homúnculos mortos e ótimo “take” para a cena

É incrível como sempre os melhores diálogos e passagens vem da interação da Semíramis e o Shirou. A forma como as falas são escritas trazem um senso de profundidade, a ideia de que está progredindo e há algo relevante naquele ponto. E que principalmente, identificam e dão singularidade ao personagem, diferente de muitos diálogos de outros personagens(praticamente todos os mestres dos Black).

Observação: O nome da habilidade que o Caster usou para “forjar” a katana do Shirou é encanto. No qual, adiciona funções a armas ou itens, fortalecendo o objeto.

Agora estamos a espera de conclusões, quanto a entrada da Ruler, Mordred e Spartacus na batalha. Além do embate entre Semíramis e Astolfo. É muita coisa acontecendo em um mesmo episódio, estou bem curioso sobre como será realizado o trabalho de edição por aqui.

Fate/Apocrypha Episódio 9

 

Noções Gerais

Esse foi um episódio que eu amei odiar, já que ele acerta muito em determinados momentos. Os picos de qualidade e quebra de clichês bestas foram muito interessante e muito efetivos, a identidade e singularidade dos personagens nesses momentos foi bem acima da média. No entanto, ainda sofremos dos mesmos aspectos, os personagens não soam organicos, porque toda santa fala deles em batalha são frases de efeito. O pior é que nem essas frases de efeito soam características do personagem, que é algo que acertam no Shakespeare. Ele tem falas expositivas e de efeito? Tem, mas essas falas soam como algo singular para ele mesmo. A animação continuou com altos e baixo, seguindo a linha a da direção, inconstante e genérica, tirando uma cena em especial.

Review

Sabe aquelas introduções de flashback forçadas? Então, esse é um bom exemplo. No entanto, eu estou pouco me lixando pra isso porque o conteúdo foi muito bom. Foi uma “junção” de peças por parte do roteiro que ajuda muito os fãs do universo, a se situar e entender contextos. Além de ajudar “newfags” a ter uma base para com o universo e a relação desse spin-off com o resto do mundo. Quanto ao conteúdo, vimos aparentemente Bedivere, cavaleiro da tabula redonda que servia a Saber e até apareceu no Fate 2006, vimos Zouken e uma figura ao fundo. Prestem atenção nele, eu sei quem é, mas não vou dizer, só digo que essa pessoa é ou vai ser muito importante para o enredo.

Zouken quase morrendo

Para quem não sabe a raiz comentada por Darnic é um conceito bem velho no Nasuverse em geral. Sendo um paradigma que os magos buscam alcançar desde a antiguidade. Mas o que é a raiz ou origem?Eu sempre tendo a simplificar dizendo que seria como o “livro de deus”, guardando o presente,passado e o futuro em uma localização metafisica, seja de fatos, como também de possibilidades.

Observação: Para entender mais sobre o que é o conceito de origem recomendo assistirem Kara no Kyoukai, que aborda mais profundamente esse conceito. Tratando de forma mais palpavel algo tão abstrato, vide alguns diálogos que foram mais simplificados se comparados com relação a novel. Ele tambem é citado em outras obras, praticamente todas as obras do Nasu e a maioria dos Spin-offs citam a raiz. Lembrando que em Kara no kyoukai o conceito da origem é tratado da perspectiva budista, enquanto em outras podem ser diferente devido ao contexto da Igreja naquela narrativa.

Origem de Kara no Kyoukai

Off-topic: A Aozaki Aoko fala bastante sobre o conceito da origem com relação aos magos em mayoho e o interessante é que se pegarmos as falas de Aozaki Touko no 5º filme de Kara no Kyoukai, as falas meio que se completam.

Sequência de ação com animação fluida? bem nem tanto, mas melhorou muito se comparada com alguns episódios atrás. Um rápido panorama sobre cada uma das lutas: kotomine x frank boa direção e boa coreografia, usando bem alguns artifícios para compor a construção de cena. Astolfo x Semíramis nada demais, apenas salientar que essa dublagem está mostrando uma imponência que eu realmente adoro, só preciso de mais camadas para que essa Semíramis se destaque. Lancer x Lancer e atalanta x spartacus ação muito bem coreografada e executada, mas todas com a deficiência visual já comentada e diálogos expositivos demais.

Lindo Fantasma nobre da Atalanta

E sim, vou elogiar demais essa cena. Acertaram em cheio com o Fantasma nobre do Caster na Frank, esse é o contexto para a expositividade que eu tanto pedia. Com uma OST que beira o nível de kara no kyoukai e fate zero, além de direção sensacional, sentiram aquele nível de abstração que por um breve momento lembrou Hideaki Anno em the end of Evangelion? Brincadeiras a parte, esse momento foi um bom achado, pena que o diretor não segue essa linha mais constantemente.

Frank em sua loucura

Como disse antes, são pequenos lapsos de qualidade elevada que decaem alguns segundos depois, seja por clichês, expositividade excessiva, personagens e falas estereotipadas, etc. E sim, eu sei que a animação estava bugada, mas eu vou ver como um elemento para demonstrar a insanidade do personagem. Mas como eu sou iludido,não?

Até que enfim estamos tendo diálogos decentes e um tanto menos expositivos, vindo de Mordred e Astolfo? É essa staff nunca para de me surpreender. Enquanto isso nossa Jeanne é só uma maratonista atrás de algo que ela não tem ideia do que é, mas por conta da sua habilidade de classe ela corre por ai…o que diabos fizeram com a minha donzela? Além disso, pra que tantas frases de efeito e poses, aja clichê em meu querido roteirista!

 

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