Darling in the FranXX #4 – Análise Semanal – A volta zuada de Kakumeiki Valvrave

Yo povo, mais um episódio desta maravilha que eu já estava ansiosa antes mesmo dele lançar XD. Tivemos mais um episódio bem animado (até nas cenas mais simples) e mistérios sendo resolvidos, e outros vindo à tona. Então vamos destrinchar esse episódio e explicar porque eu coloquei esse título pra análise de hoje, que faz todo o sentido.

Nota no MAL (Atual): 7.91 (Aumentou um pouquinho desde o episódio passado)

Bom, nesse episódio eu tive uma das minhas teorias confirmada. Na análise passada eu não falei, mas eu tava suspeitando que a Zero Two, enquanto pilotava com o seu parceiro, sugava alguma coisa dele para poder usar todo esse poder que ela demonstra, por isso que o seu parceiro envelhecia e ficava fraco, consequentemente. Dá pra interpretar isso, principalmente, do episódio 3 e 1 (aquele primeiro beijo que ela teve com o Hiro pareceu ter uma mordida, e no mangá foca na boca dela antes do beijo, e a gente pode ver uns dentes mais afiados. Coisa de vampiro), e nesse último episódio eles confirmaram isso com as queixas do Mitsuru (o carinha que sofreu na mão da Zero Two. Bem feito, na verdade) e do próprio Hiro no final do episódio dizendo que ia continuar a “voar” mesmo que isso acabesse com ele.

Tá, deu pra dar uma shippada depois dessa

Isso de a Zero Two causar esse dano é que a torna o “monstro” da trama (além de ela mesmo é forte pra caramba por causa do sangue de Urrosauro), mas isso acabou sendo deixado de lado pelo Hiro, que fez aquela declaração melosa de protagonista de anime (só não foi clichê porque a waifu da temporada deu um chega pra lá nos guardas e foi pro Darling com estilo)

Uma waifu dessas bixo ¯\_(ツ)_/¯

Ainda falando desse negócio dela sugar (talvez) energia vital do parceiro, a gente já pode entender porque eu dei esse título pra análise. Pra quem já assistiu Kakumeiki Valvrave já deve ter pegado a referência, mas pra quem não viu, Valvrave também é um anime de mecha, só que os mechas desse anime usam como combustível a memória do piloto. Assim, o protagonista ou usa suas memórias, ou suga energia (como vampiro) de outra pessoa, que também funciona como combustível, mas, por causa disso, desgasta ele de uma forma que eu não vou falar porque é spoiler kk. Mas onde eu quero chegar é que é o mesmo fundamento de DITFXX, só que agora são um casal e um deles é que tá sofrendo com essa degradação (eu acho, até porque ele não sentiu nada da primeira vez, agora essa segunda vez a gente vai ter que esperar pro próximo episódio, apesar de ele ter falado que aquilo iria acabar com a vida dele, mesmo um carinha lá falando que o Hiro e Zero Two eram realmente compatíveis).

Compatibilidade até demais… (esse foi o episódio das frases ambíguas)

Agora passando as teorias, uma coisa que tem me incomodado no Conselho: O fato de verem que o Hiro é especial, mas ignorar isso. A lógica deles para usarem a Zero Two na linha de frente é fazer um “banco de Parasitas” pra serem parceiros dela e, praticamente, serem “jogados fora” já que não aguentam pilotar com ela tantas vezes. Mas agora tem alguém que aguenta ser o “Darling”, e tá se sacrificando para poder pilotar um FranXX, já que eles tem essa ideia que a criança é inútil se não conseguir pilotar o mecha (o que já é uma pressão muito grande, diga-se de passagem. Espero que eles expliquem o porquê de usarem crianças/adolescentes pra proteger o mundo. Por mais que a maioria dos plots de anime sejam adolescentes salvando o mundo, sempre tem um porquê por trás, como o próprio Kakumeiki Valvrave, ou até Code Geass, outro anime de mecha, só que mais famoso que Valvrave – apesar de serem do mesmo estúdio). Esperaram demais, e agora os dois foram “voar” como tanto queriam. A Zero Two lutar e provar que não é um monstro, e o Hiro provar que não é inútil.

Falando em o que exatamente o Hiro quer, vi algumas pessoas discutindo sobre isso. Ele fica falando que só quer poder pilotar um FranXX, já que ele se considera inútil por não poder fazer isso com nenhuma outra garota, mas transparece que ele só quer pilotar o FranXX para poder “voar” (lembrando o mito dos Jians que foi falado no episódio 1. Ele até comenta durante o episódio que ganhou um par de asas) e não exatamente para lutar contra os Urrosauros, salvar a humanidade, fazendo-o parecer uma criança mimada, praticamente. Olha… Eu sinceramente não vejo mal nisso, porque ele é um adolescente que foi jogado numa batalha por um mundo que ele mal conhece além da Gaiola, mas lhe é ensinado a responsabilidade que tem e que irá viver para isso. Então, quando ele é chamado de inútil, bate um certo desespero por aceitação, já que o que mais ele faria além disso, se, justamente, a casa dele era aquela Gaiola, e o mundo lhe é desconhecido?

Sobre aceitação, ainda podemos ver que toda a equipe de Parasitas discute quanto a questão do Hiro. Dá pra ver que eles são bem amigos (até mesmo o que tava se achando no episódio passado, falou normalmente com o Hiro depois como se fosse um irmão, mesmo estando abalado), como se fossem uma família, parecem se preocupar com ele, e assim, querem continuar batalhando juntos, apesar de que a parceira dele não é a das mais confiáveis. Inclusive, a Ichigo deve ter ficado ainda mais desconfiada nesse último episódio, no qual já tem uma cena com ela advertindo o Hiro, mas na hora da luta, a Zero Two aproveitou pra dar um sorriso irônico bem na frente da Ichigo, as duas conectadas no FranXX. Essa cena é de se esperar acender muita treta daqui em diante. Até eu comecei a duvidar um pouco da Zero Two.

Inclusive, dá pra suspeitar dela não só por causa do sorrisinho irônico, mas por tudo que ela falou durante o episódio, denegrindo os outros Parasitas, se achando superior e só se interessar pelo seu “Darling”. A gente não conhece o passado dela, mas ela se queixar de lhe chamarem de monstro e ainda ficar se achando superior, é meio hipocrisia da parte dela. Talvez seja um complexo meio infantil que ela tenha, que pode ser desenvolvido e melhorado durante a trama, mas dá um voto de desconfiança, apesar de ser amável com o Hiro (rendendo uma cena fofa e bem dirigida antes de ela ser levada pelos guardas).

Finalizando o episódio temos uma batalha muito bem animada do começo ao fim, mas uma dúvida do começo do episódio, e que é desenvolvido durante ele, aparece. É comentado que o número de Urrossauros estavam aumentando (até mesmo seus tamanhos), por isso que estavam requisitando a Zero Two na linha de frente, mas do jeito que falavam era como se alguma coisa os tivessem atraindo, principalmente nesse Latifúndio 13, que mesmo no primeiro episódio comentam que era raro aparecer um Urrossauro daquele tamanho, muito menos a minhoca desse episódio 4. Mas o que poderia estar atraindo-os? (Viu que eu falei que resolveu umas dúvidas, e apareceu outras?).

Pode vir com seus urros, Urrossauros

Bom, nesse finalzinho de análise eu queria reclamar só uma coisinha desse episódio: A trilha sonora. Calma, ela nem de longe é ruim, mas tão utilizando muito pouco do potencial dela. O máximo que teve foi no primeiro episódio (que apareceu pra caramba, inclusive) e um pouquinho nesse episódio 4 na cena de “declaração” do Hiro pra Zero Two (e vice-versa). Eu reclamo porque o que torna tudo mais emocionante é a trilha sonora, e logo uma que a compositora compõe parecido com o Sawano Hiroyuki, podia ter aparecido mais vezes. Não quero ficar comparando os compositores, porque isso (eu creio) que também seja organização da direção, mas usar uma trilha normal de cena de ação ao invés daquelas letradas bonitas do episódio 1 e dos trailers, achei meio vacilo. Então, tá faltando eles usarem mais disso (a cena de ação no final com uma música letrada ficaria ainda mais irado, apesar que o instrumental que usaram não estivesse ruim).

É, acho que é isso galera, espero que tenham gostado (não sei se ficou pequena a análise, ainda tô no nível iniciante kk) e fiquem com essa fanart que a cada episódio eu vou ficar postando um novo.

Fanart by: @myusa_e (Twitter)

Até o próximo episódio(╹◡╹)