Inuyashiki – O anime mais diferentão de 2017 – Review Final

A última temporada de 2017 está chegando ao fim, e com isso chegamos ao fim desse anime que tanto surpreendeu pela suas bizarrices e pelos seus personagens bem “pecualiares”, digamos assim. Então, vou tentar analisar de tudo para que, quem não assistiu, possa ter o que ver nesse final de ano (ou não kk).

Sinopse:

Inuyashiki Ichirou está sem sorte. Enquanto só tem 58 anos, seu visual geriátrico sempre faz acharem que ele é um velho patético para aqueles ao seu redor, o fazendo ser constantemente ignorado e desrespeitado por sua família, mesmo com tudo que fez por eles. Acima disso, seu médico revelou que ele tem câncer e parece que possui pouco tempo restante nesse mundo. Mas justo quando as coisas não podiam piorar, uma luz cegante na noite atinge o lugar em que ele estava. Ele depois acorda e se encontra sem ferida alguma, mas logo começa a perceber que tem algo diferente em si. Acaba que essas novas e estranhas mudanças são o que Ichirou precisa para ter uma nova pegada na vida, e agora parece que não há nada que o impeça de ser um herói digno do respeito que ele nunca teve… a não ser, é claro, que tivesse alguém por aí com essas mesmas mudanças.

Ficha técnica:

Gênero: Ação , Drama , Ficção Científica , Psicológico
Autor: Hiroya Oku (Gantz)
Original: Mangá
Direção: Keiichi Sato
Estúdio: MAPPA

Review do último episódio 

Bom, o último episódio acabou tendo um desfecho que eu quase adivinhei (eu tava sentindo que ia terminar assim), só não sabia como ia acontecer. É um final que foi feito pra ser triste, mas eu não tive bem esse sentimento, ficou faltando um pouco mais de emoção (apesar de ter tido várias cenas que dariam até um bom wallpaper, como essa de cima). O que aconteceu simplesmente aconteceu e pronto (não to querendo dá spoiler kk). Foi bem anticlimático, mas foi um bom desfecho.

Uma coisa me serviu nesse episódio: Pra me deixar realmente confusa sobre o que o menino rebelde (Hiro Shishigami) quer fazer dá vida. É uma indecisão em que o Hiro começa matando feito um sádico, psicopata doidão, para algumas vezes porque alguém “pediu”(ainda ajuda algumas pessoas), volta a matar e no final “tem pessoas que tenho que proteger”. Olha, ou você quer matar todo mundo feito um psicopata (sem se importar com nada), ou você vai proteger as pessoas que ama, fazendo mais sentido às vezes chorar de desespero, de tristeza, de remorso. É realmente uma ambiguidade (vou comentar mais no decorrer do post).

Bom, pelo menos o velhote, que só via desgraça no começo, teve, no final, momentos felizes como um verdadeiro herói que ele foi durante toda a história (vou nem mentir que às vezes eu achava ele fofo :3). A família dele teve destaque no final, porque depois de tudo que eles fizeram pro velhote no começo, tinha que rolar um consenso.

Review Final

História

Você pode pensar que a história de Inuyashiki é como a de muitos animes: Bizarro no começo, mas depois de alguns episódios, o bizarro vira comum. É quase isso aqui. Porque na maioria dos animes tem toda uma explicação que leva você a entender a bizarrice (nem que demore muitos episódios, ou que você tenha que procurar no material original). Mas em Inuyashiki tem MUITA coisa que não foi explicada. Assim, você aceita o “estranho”, mas fica cheio (lotado) de dúvidas. E não vai ter continuação, já adaptaram tudo em 11 episódios (o que já é diferente, nem 10, nem 12, mas 11 kk)

A maior dúvida é o “bang!” (toda vez que eu lembro disso me vem raiva e tristeza misturada ;-;) do menino rebelde: “O que ele atirava?”, “Como ele atirava por televisores, celular?”. A fonte de energia desses rôbos a gente descobre que é água… Mas por que, mesmo? Por que esses alienigenas, que transformaram o velhote e o menino rebelde, pararam na Terra? Eles ainda tão lá? Saíram? Vão fazer alguma coisa? Nada disso é respondido e você se sente na obrigação de aceitar (lembrando que eu tô analisando o anime, só li o vol 1 do mangá – que corresponde ao ep 1 e um comecinho do ep 2).

Apesar dessas dúvidas, há em Inuyashiki (pelo menos no começo e pelo que percebi) um certo apelo do autor de mostrar o quanto a realidade do mundo tem desgraça acontecendo a cada minuto, segundo. É incêndio, assalto, agressão a mendigos, o próprio protagonista desrespeitado pela família e ainda ficou doente; apareceu até um gato sendo atropelado (;-;). São coisas que acabam passando despercebido pela correria do dia a dia, e até do egoísmo do ser humano. É aquele tipo de história que coloca uma coisa bizarra pra chamar a atenção de quem tá vendo pra falar de outra coisa muito importante (me lembrou agora o mangá Onani Master Kurosawa, esse é tão bizarro quanto, mas bem mais emocionante.)

E se você tá esperando várias lutas (já que é do mesmo autor de Gantz), não vai ser bem assim. Tem lutas, mas, como eu disse, tem um foco em problemas sociais (tá, não é um slice of life, é mais no sentido das desgraças do dia a dia), então luta que teve MESMO foi uma 2 ou 3 vezes o anime todo, o resto é ou o Hiro matando geral (ou levando muito tiro também kk), ou velhote salvando alguém.

 

Personagens

Agora vamos falar dos personagens. Primeiro, o menino rebelde (Hiro Shishigami) que começou o anime sendo um psicopata de me dar ódio até a alma (os primeiros episódios foram difíceis de ver ;-;), e mesmo fazendo isso, agia normalmente, até levar um choque de realidade com a mãe e outra garota que o fez ajudar algumas pessoas. Mas, apesar disso, ele não sente nenhum remorso na matança, mas se mexer com alguém que ele ama, vem um choro danado. É… buguei. Parece uma criança que quer brincar do jeito dele, mas se chateia se levar uma reclamação da mãe dele (por exemplo). Lembrando que fala do passado dele, mas nada muito relevante (o próprio amigo dele ficava falando que ele era uma pessoa de bom coração.)

“Eu quero! Eu quero ler!”, o psicopata da vez todo animadinho com uma Jump

Passando do psicopata avulso pro nosso velhinho super-herói (Ichirou Inuyashiki), que interpretou um protagonista que só queria ser alguma coisa da vida depois de ter uma esposa e dois filhos que o desprezam, ter um cancêr terminal e ter só como amigo uma cadela (já deu pra perceber a desgraça que eu falei antes). E ele acaba conseguindo, virando um rôbo overpowered desengonçado (a parte dele aprendendo a voar é hilária kk) e um herói que salvou tantas pessoas quanto o menino rebelde matou (um bem e mal claro). Mas não parece ter nenhum desenvolvimento (até porque ele já é velho, não um adolescente em amadurecimento como a maioria dos animes), o máximo que tem é ele treinando.

Como eu tinha pena dele no começo ;-;

Outros personagens, tem o amigo do Hiro (um antisocial que virou o “secretário” do velhote), uma garota que ajuda o Hiro (mas ele só cagou a vida dela, claro) e a filha do velhote, que acabou tendo um destaque no final, mas só pra ter pelo menos alguma reviravolta e alguma coisa feliz no final (porque a desgraça tava grande).

Parte Técnica

Uma coisa que talvez desanime a galera a assistir é o uso do CG em algumas partes (nem eu gosto, CG bom mesmo é Houseki no Kuni) que, apesar de aparecer nem por um minuto nos episódios, é realmente ruim de ver. É usado quando os dois rôbos mostram os seus interiores (as armas e talz), então mesmo que estejam só dando uma voltinha voando, ou mesmo numa parte emocionante, o CG vai tá lá pra estragar o negócio todo. Mas isso vem do próprio estúdio MAPPA, porque quem assistiu atentamente Yuri on Ice (de mesmo estúdio) pode perceber que algumas poucas danças era feito em CG, e nesse mesmo feio de Inuyashiki (claro que mesmo quando fazia em 2D, Yuri on Ice saia com uns negócios meio bugados). As partes da lutas era o que mais desanimava, mas era um negócio tão rápido e tinha mais explosão do que qualquer outra coisa, então dava pra relevar.

De direção e roteiro, eu achei que podiam ter feito umas partes emocionantes mais emocianantes. Às vezes o velhote se desesperava, mas demorava pra sair uma lágrima; o jeito que o Hiro terminou no anime foi SUPER anticlimático. Realmente só me emocionava quando era uma desgraça geral, agora com foco em um personagem, não rolava. Isso pode ter ocorrido pelo fato de eles terem adaptado (saca só) 10 volumes do mangá em 11 episódios, ou seja, praticamente um volume para cada episódio (eita, que rushado o-o).

Mangá x Anime

Mangá
Anime

Eu sinceramente acho o design do autor de Gantz bem diferente (os bebês tem cara de um adulto… não me pergunte, só parece kk), mas não é nada muito extraordinário e nas partes 2D do anime nada mudou em comparação (até acho que esse autor deu uma caprichada em Inuyashiki, porque ele lançou um novo mangá recentemente que esse o design é bem do estilo dele, esquisito mesmo de uma forma que quando eu vi “pera, eu conheço essa arte”)

A história também (pelo menos o volume 1 que eu li), não mudou nada, mas mesmo assim to pensando em dar uma olhada pra ver as partes mais marcantes pra ver se são mesmo meio anticlimáticas, porque pelas algumas imagens que eu vi dos outros volumes, as artes parecem ser mais impactantes do que apareceu no anime.

“Agora todo o mundo… é meu inimigo…” Juro que o anime nem chegou perto de uma coisa assim (to falando da arte).

Curiosidades

“O resto de vocês otários podem em ir para onde quiserem”. Duvido nada que o amado presidente diria isso na vida real kk.

Uma coisa muito interessante de Inuyashiki (assim como na obra que esse mesmo autor lançou recentemente) é que tem assuntos muito atualizados. Mostrou o Trump, falou de shinkegi no kyojin, One Piece, teve propaganda de Gantz (como se o autor fosse perder a oportunidade de divulgar a própria obra kk). Sensor do Capitão América apitava toda vez que uma referência aparecia e isso, de certa forma, torna o anime ainda mais real (tá, não vai aparecer um tiozão rôbo voando por aí… eu espero…), mas no sentido de querer falar de problemas sociais, fica muito mais fácil se integrar quem assiste nesse meio.

Teve propaganda até da banda da opening kk

Opening e Ending

A opening (pra mim) foi a melhor da temporada. Cheio de simbolismos, uma música fantástica, umas cenas de lutas melhores que no próprio anime. Sério, se não quiser assistir Inuyashiki, veja a opening. A música é da banda Man With a Mission, a mesma que fez a opening de Log Horizon e uma de Nanatsu no Taizai. A música “My Hero” é muito boa de escutar e representa bem a história do anime.

A ending (“Ai wo Oshiete Kureta Kimi e” da banda Qaijff) é muito bonita com um show de luzes que formavam os personagens ao som de uma música linda (que foi usada no final do último episódio e foi só com ela que o episódio ficou emocionante).

Veredito: Vale a pena ver?

Apesar de ter essas várias dúvidas do enredo, eu acabei gostando de Inuyashiki mais pelas desgraças que o Hiro faz (que dava uma certa tensão) e pelo protagonista que só quer ajudar as pessoas, tendo momentos desde engraçados até ligeiramente fofos. Uma luta principal que teve tenho que adimitir que foi legal, mas o CG deu umas bugadas que parecia aquele bugs de jogo.

Bom, não foi o melhor anime nem do ano, nem dessa temporada, mas me entreteu, por mais que fosse desgraça por cima de desgraça (e eu não me emociono com tanta facilidade, talvez você sinta certas cenas diferentes de mim). Então, tá sem fazer nada? Dê uma chance a Inuyashiki, vai ocupar o tempo até a próxima temporada.

Então, se você já assistiu Inuyashiki, comenta aí o que achou. E também comentem o que acharam da review (é a minha primeira aqui no portal =D). Até a próxima 😉

  • Gabriel Martins Dos Santos

    Acabei de ver o anime e realmente, ele é um anime q vale a pena ver apesar dos erros. Nunca em uma obra eu fiquei odiando o vilão, depois gostei dele, depois odiei, depois gostei mas no final eu aceitei. Apesar dos pesares não foi um anime top do ano, mas com certeza me passou algumas mensagens interessantes, dos animes desta temporada ele foi um dos melhores e com certeza vale a pena assistir.